Inculta e Bela

Não apenas uma homenagem ou um blog dedicado à Literatura de Língua Portuguesa. Esse espaço é, acima de tudo, uma redescoberta da "Última Flor do Lácio", de sua literatura e seus autores, às vezes tão menosprezados por nós.

distorcido:

“Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’. Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano. A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte – pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma. O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.” Caio Fernando Abreu

Hoje, exatamente há 63 anos atrás nascia um gênio da literatura brasileira. Um anjo que teve a missão de encantar a todos com suas palavras. Um anjo que aquele lá em cima preferiu ter ao seu lado mais cedo. Ele se foi, mas seus sentimentos ficaram para nos ensinar, nos consolar, nos confortar… Nos dar uma leveza irracional. Parabéns pelo seu dia, Caio Fernando Loureiro de Abreu.

(via poesiaemprosa)

(Source: casinoboulevard, via todosbebe)

(Source: burning-soul, via poesiaemprosa)

i look for myself but find no one. I belong to the chrysanthemum hour of bright flowers placed in tall vases. I should make an ornament of my soul.


I do not know which particular magnificent details I would choose to define the essence of my spirit. Doubtless I love the decorative because I sense in it something that resembles my own soul.

Fernando Pessoa | The Book of Disquiet | pg. 134 (via evoketheforms)

(via booklover)

Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.

Clarice Lispector, Felicidade Clandestina (via poesiaemprosa)

A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.

Machado de Assis (via poesiaemprosa)

O sorriso, meus amigos, é muito mais do que estas pobres definições, e eu pasmo ao imaginar o autor do dicionário no ato de escrever o seu verbete, assim a frio, como se nunca tivesse sorrido na vida.

José Saramago (via rekelen)

(Source: deisenunes, via poesiaemprosa)

Intelectualidade e Moralidade são Incompatíveis, para que um homem possa ser distintivamente e absolutamente moral, tem que ser um pouco estúpido. Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral.

Fernando Pessoa (via poesiaemprosa)

E se Vinicius de Moraes fosse gay?

Outra conversa séria, presenciada pelo Carlinhos Oliveira, entre Tom Jobim e Vinicius de Moraes no Bar Veloso, berçário do conhecido Garota de Ipanema. Assunto, flagrado pelo cronista e que já ia pelo meio: o que fariam os dois se fossem viados.

Declaração final de Vinicius, vitimado por nove casamentos:

- Eu gostaria de ter um homem que me amasse e protegesse.

E disse isso seríssimo.

10 months ago - 1 -

alessandromartins:

Este livro de Ruth Rocha marcou a minha infância. Jamais pensei que um dia eu seria uma espécie de Nicolau.

(Source: youtube.com)